Reduzir o uso de plástico, porquê?

A realidade é que temos de ter força de vontade em começar e continuar, ou não teremos sucesso. Sem isto, a primeira coisa que fazemos é voltar para o que nos é familiar. Existe uma teoria, que remota a 1960 – entretanto confirmada em alguns estudos de Neurociência – que defende que é necessário 21 dias para reprogramar o cérebro, a qualquer tipo de hábitos. Por aqui, fomos devagar, mas todas as mudanças que fizemos, ficaram.

Principalmente a nossa geração cresceu numa época consumista, onde muitas famílias de classe média tinham um poder económico mais elevado. Tivemos necessidade de modificar hábitos tão básicos que nos pareceu totó não nos termos lembrado disso mais cedo – como mudar o gel-duche e champô, de líquido para sólido.

Um dos documentários que mais nos chocou, foi sobre as ilhas de lixo, resultado de mais de 6 décadas e descarregar lixo para os oceanos. De 2009 a 2011, foram descobertas ilhas no Atlântico Norte, Índico e Pacífico Sul. E em 2017, confirmou-se a existência de uma quinta linha de lixo no Atlântico Sul. Estes resíduos destroem ecossistemas marinhos e provocam a morte a mais de um milhão de animais por ano. A subsistência e prosperidade desta matéria no Oceano prejudica pequenas comunidades que vivem da pesca, e como afeta ecossistemas (e todos eles estão interligados), acaba por prejudicar a qualidade do ar, contamina a atmosfera e contribui para o aquecimento global.
Em 2018, concluiu-se que o Polietileno (sim, esse que é usado para sacos descartáveis, placas de espuma, película aderente e muitos mais), quando se decompõe, emite gases de efeito de estufa, como o etileno e o metano. Organizações, como a GreenPeace, afirma que o plástico que flutua significa apenas 15% do total de plástico existente nos Oceanos. Os restantes 85% está no fundo do mar, a uma profundidade de onze mil metros. Estima-se ainda, que até 2050, haverá mais toneladas de lixo no mar do que peixes.

Existem alguns projetos para recolher lixo do Oceano (como por exemplo, o ECONYL®), mas devemos agir para evitar que a situação piore.
Individualmente, devemos alterar pequenas hábitos no nosso dia-a-dia, como reduzir o uso de plásticos nos supermercados, reutilizar sacos, apoiar organizações que trabalham para esse fim. Ser embaixador para a causa, falando sobre as suas experiências na mudança, consciencializar as pessoas à sua volta.

Não temos um segundo Planeta e o plástico é ótimo porque é durável. E o plástico é terrível porque é durável.

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