Slow Fashion… o que é?

Antes de todas as alterações que fizemos na nossa vida, não podemos dizer que não fazíamos parte do problema. Fazíamos, gostávamos de ir aos saldos e para nós era um regalo, andar a entrar e sair de lojas, sem pensar o que está atrás de toda aquela roupa.

Desde o momento em que mudámos os nossos hábitos, começámos a ponderar as compras que fazíamos. Doar a roupa que não tinha uso já o fazíamos. 

Por aqui, optamos por marcas portuguesas, e quando compro fora, normalmente a razão é que não consigo encontrar o que quero numa loja portuguesa, ou algo feito em Portugal.  

O termo slow fashion foi primeiro falado pela autora, designer, ativista e professora Kate Fletcher. Ela definiu slow fashion com base na qualidade, em vez de com base no tempo. Outros pioneiros denotam que o movimento encoraja a uma produção lenta, unificando a sustentabilidade com a ética, convidando o consumidor a investir em roupa com mais qualidade e que durável. Este movimento trabalha de maneira a criar uma indústria que beneficia o planeta e todas as pessoas. 

Para além de cuidar do planeta, o design é pensado cuidadosamente, sendo que, normalmente, é produzido localmente, dando total controlo a todo o processo e condições de trabalho. Não há pressa na sua criação nem se pensa em criar produtos que satisfaçam imensas pessoas. 

As marcas de fast fashion chegam a queimar mais de 10 toneladas de roupa todos os anos, que ficou por vender, sendo uma das mais poluentes do mundo. Normalmente, estas marcas usam fibras têxteis que derivam do petróleo, como por exemplo o poliéster, e o facto de estarmos cada vez a consumir mais, comprando mais peças de roupa todos os anos, torna-se insustentável para estes recursos naturais que já estão saturados.

 A saturação de recursos naturais, passa também pela água, sendo que para produção de uma t-shirt de algodão (as que vemos à venda por 4,99€) são necessários 2700 litros de água. Já se relataram modificações de locais onde existiam lagos ou rios que ficaram totalmente secas, terras com sua paisagem totalmente alterada, também podemos falar de o que faz às pessoas, no documentário The True Cost, conseguem verificar parte do que se passou na Índia, mas as represálias não foram temporárias como podem verificar aqui

Quando existe uma procura exacerbada de um produto, o produtor não pensará duas vezes para obter o seu lucro o mais rápido possível, fazendo os possíveis para acelerar o processo. É aí que a slow fashion entra, e a sua paciência, com todo o processo. 

Ensinar que os processos não se devem acelerar, a mim valeu-me muita coisa.

A Maggá crescerá a seu ritmo e esperemos que mude uma pessoa, de cada vez.

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