A fantástica invenção do plástico, que conta com mais de 100 anos...

Fico preocupada quando alguém afirma que não faz reciclagem porque “para quê ter trabalho em casa, se eles são uns despreocupados e não fazem nada, apenas colocam tudo no mesmo sítio?”. A verdade não é essa, e talvez estejam a colocar a culpa nos outros para não sentir remorsos, por não agir da melhor maneira.
A fantástica invenção do plástico, que conta com mais de 100 anos, facilitou a vida a muitas pessoas, essa é uma realidade. Mas de tanto facilitismo e comodidade, estamos a atravessar uma crise enorme de poluição, que está a afetar os nossos oceanos e não só.
Sendo que as algas marinhas são as maiores responsáveis pela produção de oxigénio no nosso planeta, teremos de olhar para este assunto com alguma atenção. Ninguém pede para darem uma volta de 180 graus em casa e alterar tudo, até porque, não iria correr bem. Mas fazer redução em tudo o que é exagero, não é mau. Funciona igual, mas para algumas coisas que prejudicam o nosso planeta. Não havendo pescas ilegais, não haveria a pesca de arrastão ou no mesmo tema, se não houvesse pesca excessiva de uma determinada espécie não estaria a entrar em extinção ou em perigo de.
O plástico está no mar, e não é de agora. E a verdade é que vai continuar no mar, e vai continuar a acumular se nada mudar e nós somos os causadores.
E apesar de uma garrafa de água estar intacta agora, daqui a muitos anos irá desfragmentar-se (por causa do sal, água, calor, frio, etc.), ficar em partículas mais pequenas que serão ingeridas por peixes. Sem contar com as casualidades já feitas em baleias, tartarugas, pinguins, aves... e não são partículas, são cotonetes, anilhas de garrafas, sacos de plástico... e esta é a realidade.
A fantástica invenção do plástico, que conta com mais de 100 anos, está no fundo dos nossos oceanos. É estimado que existe duas vezes mais plástico no fundo dos oceanos do que aquele que é encontrado à superfície.
Não podemos dizer que há países a criar um maior problema que “nós”, pois estaríamos só a passar o problema ao próximo.
O problema está cá, é visível, desesperante, e não vai acabar, porque mesmo tirando todo o plástico do oceano (como se fosse possível) haveria então o problema com os microplásticos (que são pequenos fragmentos de plástico).
Não somos perfeitos, mas é preciso começar.

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